Hoje eu acordei bem cedo e resolvi escutar o jornal da manhã da rádio Band News. O jornalista Ricardo Boechat- que disse nunca ter assistido ao Big Brother Brasil 10 - resolveu falar sobre a vitória de Marcelo Dourado na final do programa de ontem.
Ele se mostrou indignado pelo fato do Brasil se mobilizar e, inclusive gastar dinheiro com ligações, para dar um prêmio milionário a um homofóbico, machista, violento e que ainda tem tatuado a imagem da suástica no braço.
Não posso afirmar que o participante tenha realmente essas características, mas as polêmicas relacionadas ao seu comportamento sempre se referem a tais predicados.
Não quero defender o programa e, muito menos, o Marcelo Dourado, pois sua vitória não faz diferença nenhuma na minha vida. Só achei piegas e politicamente correto demais os comentários do jornalista. Ele chegou a comparar o fênomeno de votação da noite anterior, com as eleições do final do ano. Ele disse que, se as pessoas têm a capacidade de votar para premiar um homem com tantos desvios de comportamento, imagina o que não farão nas urnas ao escolherem nossos representantes na política.
Ah, me poupe! Ele misturou entretenimento com questões relevantes e acabou fazendo uma salada desnecessária. Acho a crítica de mídia extremamente importante, mas discursinhos moralistas com analogias pífias não me convencem.
Hoje eu escolhi ficar longe de gente chata esem vida. Gente que não respeita as diferenças, que não é tolerante, que pensa que o mundo gira em torno de si. Ser culto, não é a mesma coisa que ser sábio. E cá para nós: inteligência sem sensibilidade perde todo o charme.
Não posso me diminuir ou me menosprezar. Eu sou "foda" como eu sou. Quem não enxerga isso, que se exploda!!
Vou para um spa em Itu daqui a pouco. Vou cuidar de mim, viver o presente e ser feliz. Beijos
Quando decidi criar o blog, decidi que não escreveria nada sobre religião. Para quem acompanha o blog e não me conhece, eu sou adventista desde os 17 anos e trabalhei como jornalista para essa instituição durante um bom tempo. Como passei muito tempo escrevendo sobre temas que misturavam religião, educação e saúde, resolvi não dissertar aqui sobre esses assuntos. Apesar disso, não tenho vergonha de dizer – e escrever – o que Deus fez e faz na minha vida.
Algumas pessoas acham que inteligência e cristianismo não podem andar juntos. Pensam que acreditar em Deus ou frequentar uma igreja são coisas para pessoas ignorantes e emocionalmente fracas. Eu até entendo essa posição, se analisarmos o números de igrejas e de novas denominações que surgem a cada dia. É inegável que muitos delas se aproveitam de pessoas mais humildes que, consequentemente, são mais frágeis e, que por falta de oportunidade, não puderam muitas vezes desenvolver um senso crítico para algumas questões.
Não concordo com muitos intelectualóides que acham que ser cristão é um pensamento ingênuo, que é movido pelo senso comum, que só atrai as massas. Conheço pessoas inteligentíssimas, bem sucedidas, com gosto refinado e, com uma mente extremamente aberta, colocando Deus como um centro de suas vidas. O que me faz pensar que não é grau de conhecimento intelectual que diferencia um ateu de um cristão.
A fé é um mistério. Acontece de forma individual e não escolhe um tipo certo de pessoa, não tenho um estereótipo pré-definido de ser humano para atingir. Mesmo estando em uma fase espiritual complicada, eu nunca deixei de acreditar que sem isso a vida não faz sentido. Mesmo passando por altos e baixos, mesmo certas vezes me decepcionando com algumas coisas, mesmo sabendo o quanto é difícil, eu posso dizer: viver com Deus vale a pena.
Não sei se voltarei a esse assunto, pois como já falei, o meu blog não tem pretensão de misturar os meus pensamentos individuais com religião. Em contrapartida, se eu achar que algo relacionado dever ser expressado, também não hesitarei em fazê-lo.
Hoje escutei uma música linda - composta por um contemporâneo da minha faculdade - que reflete de forma suave o pensamento que acabei de expressar. Abaixo, a música:
Durante o tempo em que a minha mãe esteve em São Paulo, assistimos o fime "Amor Sem Escalas", com o lindo e charmoso George Clooney. O filme é ótimo, tem um roteiro inteligente e surpreende no final. Li algumas críticas que diziam que a película estava repleta de clichês, observação que não concordo. Para quem não viu ainda, estou postando o trailer de "Up In The Air", nome original do filme.
Minha mãe veio passar uns dias em São Paulo. Eu e a minha irmã - que também mora aqui - fomos deixá-la no aeroporto há algumas horas. Apesar de muitas vezes ficar meses sem vê-la, sempre fico triste quando ela vai embora.
É muito interessante o sentimento que une os filhos à mãe. A figura do meu pai também é muito importante, mas quanto mais tempo fico longe dela, menos eu me acostumo com a sua ausência. Sem contar que só ela consegue ler a minha alma e sabe quando estou realmente feliz. Curioso!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Mas eu que falei sem pensar Coração na mão Como o refrão de bolero Eu fui sincero Como não se pode ser...