Na vida nem sempre nós ganhamos. Acho que essa é a graça de existir, por isso procuro sempre ser uma pessoa otimista. A sorte de hoje no meu Orkut tem a seguinte frase: "Se o destino diz que você é um perdedor, pregue uma boa peça nele". Nada mais propício para a fase que estou vivendo. Por mais que algumas dificuldades apareçam, tenho certeza que amanhã será melhor. Sempre tive uma vida muito boa e tive sorte de ter uma ótima família, amigos queridos e oportunidades bacanas. Passar por uma fase mais complicada só me fez crescer. Posso perder de vez em quando, mas já sou uma vitoriosa por ter recebido a dádiva da vida.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
domingo, 17 de maio de 2009
Tamanho não é documento

Que quantidade não é qualidade todo mundo já está “careca” de saber. Mas vai colocar isso na cabeça de um gordinho... Estou há dez dias em um SPA em Igaratá, no interior de São Paulo, aprendendo na prática que comer muito não é o mais importante para se ter prazer à mesa. Não vou ser hipócrita a ponto de dizer que nunca mais terei vontade de extrapolar em algumas ocasiões... Mesmo assim, estou adquirindo consciência de que comer pouco e saudavelmente deve ser uma rotina para eu viver bem e feliz.
A foto postada é a feijoada vegetariana que servem aqui aos sábados. Um exemplo de que sabor e pouca quantidade podem andar juntos.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Porto Alegre é demais
Depois de bastante tempo sem passar por aqui, resolvi voltar por um motivo muito especial: amanhã Porto Alegre faz 237 anos. Quero parabenizar a minha cidade querida, onde vivi os melhores anos da minha vida. Muitos criticam o bairrismo dos gaúchos, mas só quem nasceu em Porto Alegre pode entender a magia que a cidade proporciona. Apesar de possuir muitos lugares bacanas, nada se compara ao pôr-do-sol do meu Guaíba. A foto postada é uma homenagem ao cartão postal da cidade.
Existem muitas músicas sobre Porto Alegre, mas tenho uma preferida, que descreve com muita sensibilidade as características da cidade. Ela me faz pensar também, que o Fogaça como prefeito é um ótimo compositor.
Eis a música:
Porto Alegre é Demais
Composição: José Fogaça
Porto Alegre é que tem um jeito legal
É lá que as gurias etc. e tal
Nas manhãs de domingo
Esperando o Gre-Nal
Passear pelo Brique
Num alto astral
Porto Alegre me faz
Tão Sentimental
Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz
Quem dera eu pudesse
Ligar o rádio e ouvir
Uma nova canção Do Kleiton/Kledir
Andar pelos bares
Nas noites de abril
Roubar de repente
Um beijo vadio
Porto Alegre me faz
Tão Sentimental
Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz
Porto Alegre me dói
Não diga a ninguém
Porto Alegre me tem
Não leve a mal
A saudade é demais
É lá que eu vivo em paz
Porto Alegre é demais...!
domingo, 11 de janeiro de 2009
Freguesia do Ó
Mais uma crônica do meu pai.
Era noite de véspera de Natal, 24 de dezembro. Fernando flutuava de bar em bar na Vila Madalena. Rua Harmonia, Aspicuelta e outras tantas entre as inúmeras com nomes estranhos que existem no bairro boêmio de São Paulo. Era seu novo lar. Havia se aposentado em Porto Alegre após mais de três dezenas de anos de trabalho no hospital público de urgência como cirurgião bucomaxilofacial, na universidade em que ministrava aulas e na sua clínica privada. Havia fugido de Porto Alegre de uma relação amorosa findada que o consumia e lhe tirara a confiança e o jogara naquele momento crucial de se olhar no espelho e contabilizar a existência. Fernando contava 56 anos, Juliana 30.Conheceram-se na universidade. Nos anos em que Juliana o considerou talvez um ícone, Fernando desfrutou deste amor de forma unilateral e egoísta. Um dia, Juliana despediu-se e nunca mais atendeu um telefonema, respondeu um e-mail ou aceitou qualquer forma de comunicação. Agora, ali estava Fernando aposentado e residindo em um pequeno apartamento alugado por temporada. Apartamento de fundos, 15° andar, Vila Madalena, São Paulo.
Por mais que tentasse fugir, Fernando procurava por Juliana em cada silhueta, em cada cabelo liso que avistava. Procurava por Juliana nos bares da Vila Madalena. Se durante um ano não conseguira avistar Juliana em Porto Alegre, mesmo morando no mesmo bairro, vivia a louca imaginação de encontrá-la sabe lá por que razão entre os milhões de seres que habitam um dos maiores conglomerados humanos do planeta.
Talvez um episódio acontecido com uma de suas filhas lhe servisse de motivação para este sonho de improvável realização. Daniela, sua filha jornalista, cobria um acontecimento em São Paulo. Era um mutirão comunitário na Freguesia do Ó, bairro de classe média baixa da cidade. Médicos, dentistas, psicólogos, nutricionistas e até cabeleireiros se esmeravam em proporcionar melhores condições de vida para a periferia. Daniela encontrou trabalhando como cabeleireira, uma moça que havia sido sua babá 20 anos antes em Porto Alegre. Produziu até um vídeo sobre este reencontro. A ex-babá e, agora uma profissional, trabalhava e residia naquele bairro e devolvia agradecida um pouco para São Paulo na forma de trabalho comunitário.
Após a sexta cerveja Fernando ouviu no inconfundível sotaque nordestino do garçom um “Feliz Natal”. Deseja mais alguma coisa?
- Sim, respondeu Fernando. Preciso encontrar Juliana na Freguesia do Ó.
- É longe respondeu o garçom. Além disso é uma região perigosa, violenta. Existe uma igreja antiga no bairro. Na praça onde fica a igreja têm uma série de bares e restaurantes tradicionais e bem conhecidos freqüentados pelo pessoal dos “Jardins”. Parece que é “chic” burguesia freqüentar periferia. Mas a esta hora não deve ter muita coisa aberta. Será que você encontrará a tal Juliana por lá? Eu conheço apenas uma moça por aquelas bandas. É cearense que nem eu e saímos de vez em quando. Chama-se Maria do Socorro.
- Sim, respondeu Fernando. Preciso encontrar Juliana na Freguesia do Ó.
- É longe respondeu o garçom. Além disso é uma região perigosa, violenta. Existe uma igreja antiga no bairro. Na praça onde fica a igreja têm uma série de bares e restaurantes tradicionais e bem conhecidos freqüentados pelo pessoal dos “Jardins”. Parece que é “chic” burguesia freqüentar periferia. Mas a esta hora não deve ter muita coisa aberta. Será que você encontrará a tal Juliana por lá? Eu conheço apenas uma moça por aquelas bandas. É cearense que nem eu e saímos de vez em quando. Chama-se Maria do Socorro.
Fernando pagou a conta. Dirigiu-se para o seu apartamento vencendo com alguma dificuldade as ladeiras de Vila Madalena. Em seu pequeno apartamento ouvia a redondeza festejando o Natal. Chorou, chorou os 26 anos que o separavam de Juliana. Mesmo embriagado não conseguiu dormir. Lembrou-se que dali a um mês venceria o contrato do apartamento alugado por temporada. Alugaria outro. Na Freguesia do Ó. Precisava encontrar Juliana.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Morrer na 17
Descobri que meu pai tem um dom literário. Abaixo uma de suas crônicas.
Morrer na 17
Dizem que Violeta Parra compôs a poesia “Volver a los 17” imortalizada na voz de Mercedes Sosa quando se encontrava apaixonada por um jovem desta idade. Ela cometeu suicídio, dizem também que em razão desta paixão. Eu também gostaria de retornar, não aos 17, mas aos 31. Talvez pudesse recuperar um amor perdido.
Morrer na 17
Dizem que Violeta Parra compôs a poesia “Volver a los 17” imortalizada na voz de Mercedes Sosa quando se encontrava apaixonada por um jovem desta idade. Ela cometeu suicídio, dizem também que em razão desta paixão. Eu também gostaria de retornar, não aos 17, mas aos 31. Talvez pudesse recuperar um amor perdido.
A física clássica não encontra uma única lei que impeça que aquilo que acontecerá no futuro possa acontecer no passado. Ou seja, nenhuma lei da física impede que um ovo que se quebrou ao cair da mesa possa se “desquebrar”. O que impede este fenômeno é apenas uma questão de probabilidades. Existem bilhões de maneiras de um ovo quebrar-se ao cair de uma mesa e apenas uma de todos seus átomos e moléculas se reunirem para novamente formarem o ovo original. É como se jogar um livro de 1000 páginas do alto de um edifício e esperar que as páginas caíssem na suas posições originais.
Imaginemos uma lufada de vento que jogou ao chão todos os nossos papéis que estavam em cima da mesa do escritório. Que possibilidade temos ao abrir novamente a janela e uma nova lufada de vento colocar os papéis na exata posição em que estavam anteriormente? Isto é explicado pela segunda lei da termodinâmica, a lei da entropia.
Todos os complexos físicos tendem a desorganização. É por isso que o tempo parece um rio que corre sempre para a mesma direção. É por isso que envelhecemos e não remoçamos. É por isso que o ovo quebra e não “desquebra”. É por isso que Violeta Parra não pôde voltar aos 17.
Freqüento o estádio Olímpico há mais de 40 anos. Lá possuo 2 cadeiras locadas, na fila H, números 17 e 19. De lá assisti o Grêmio ser muitas vezes campeão gaúcho, 2 vezes ganhar a Copa do Brasil e ser campeão brasileiro. Libertadores, como esquecer? Lá chorei e ri.
De lá saí alegre e triste. Muitas vezes. Supersticiosamente, sento na 17 e reservo a 19 para alguém. Em 1977, na retomada foi meu pai, que saudade. Ao longo dos anos muitas pessoas me acompanharam. Natasha e Isadora, minhas filhas mais velhas, hoje paulistas, corinthianas talvez. Camila e Lara, as mais moças, estas sim gremistas terríveis. João Pedro, filho de Camila, com seus 5 anos de puro gremismo. Caco Schmitt, jornalista, hoje em Brasília. Strapazon, cirurgião-geral de muitas batalhas no Pronto Socorro. Vitor Borges, amigo lá do Alegrete, atravessou comigo as agruras da “segundona”. Como esquecer o primeiro jogo da final de 2001 da Copa do Brasil, Corinthians. Empatamos aqui e fomos ganhar lá. Junto comigo estava uma moça, aquela dos 31.
Provado cientificamente a impossibilidade de se “volver aos 17” ou aos 31 só me resta tocar em frente. Não pretendo cometer o suicídio como Violeta Parra e vou esperar a morte com altivez. Se me fosse dada a prerrogativa de escolher gostaria que ela me encontrasse lá no Olímpico. Com alguém que eu amo na 19. Quero morrer na 17.
Carlos Frederico Bianchi Caccia é cirurgião-dentista em Porto Alegre.
Carlos Frederico Bianchi Caccia é cirurgião-dentista em Porto Alegre.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Saudade
Depois de quase dois meses sem escrever, por pura falta de inspiração, resolvi colocar um pensamento que vi no orkut de uma amiga. Acho que ele descreve o meu atual estado de espírito.
"O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais, há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que nem eu mesmo compreendo, pois estou longe de ser um pessimista; sou antes um exaltado, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade... sei lá de quê!”. (Florbela Espanca)
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Os meninos da Rua da Praia e os capitães de areia
Eu estava voltando do trabalho hoje à noite e, como fui abastecer o carro, acabei indo por um caminho alternativo, que passava pela Praça da Sé. Eu tenho mania de não fechar o vidro do carro. Sei que em uma cidade como São Paulo é uma prática inconcebível, mas como eu nunca havia sido assaltada, lá estava eu às 19h com o vidro aberto em uma sinaleira (semáforo) no centro da maior cidade do Brasil. Sei que devemos aprender com os erros dos outros, mas comigo isso nem sempre funciona na prática.
Olhei para o lado e vi um menino de mais ou menos uns oito anos. Ele falou algo que eu não entendi, mas pude notar que ele estava tentando me assaltar, pois ele estava extremamente alterado e falando “grosso”. Só entendi a última frase: “Se não eu pego o seu som”. Como eu percebi que ele era desajeitado e não estava armado, eu fiz algo que sempre alertei as pessoas a não fazerem. Olhei para ele e disse: “Não!”. Ao mesmo tempo em que levantava o vidro do carro. Ele virou as costas enfurecido e acendeu um cigarro. Pode até ser um pouco sarcástico, mas foi uma cena engraçada.
Não foi a primeira vez que tive uma experiência curiosa no trânsito com um menino de rua. No início deste ano eu estava na Avenida Salim Farah Maluf, quando parei em um sinal vermelho. Um menino com aproximadamente a mesma idade do garoto de hoje, passou pelo meu carro e fez um coração com a poeira que estava no vidro. Eu achei aquilo o máximo, confesso que tive vontade de adotá-lo e levá-lo para a casa. Só que eu não tinha nenhum trocado e, quando ele me pediu dinheiro e percebeu que eu não tinha, levantou os braços como quem diz “que saco” e me deixou falando sozinha. Apesar da grosseria no final, eu achei a estratégia dele muito criativa. Aliás, essas crianças fazem malabarismos, limpam vidro, desenham corações no vidro, pois já descobriram que as pessoas não gostam de dar esmolas. É como se estivessem trabalhando e, por isso, devem receber algo em troca.
É muito triste a realidade das crianças pobres deste país. Eu nasci em uma família classe média, estudei a vida toda em escola particular, mas tive consciência desde cedo desse flagelo da sociedade. A escola que eu fiz o ensino fundamental chama-se Sévigné – uma tradicional escola de freiras que fica no centro de Porto Alegre. É um colégio diferenciado, que adota uma filosofia construtivista e trabalha com projetos.
Na 3º série tivemos que ler o livro “Os Menino da Rua da Praia”, do autor Sérgio Caparelli. Fizemos um projeto sobre o tema e, inclusive, entrevistamos os adultos na rua para saber o que eles achavam sobre o assunto. Não lembro da obra com tantos detalhes, mas trata-se de uma narrativa infanto-juvenil, que aborda a história de três meninos pobres que moram em Porto Alegre e trabalham como jornaleiros. Pesquisando na internet, posso dizer com mais propriedade que é uma história sobre liberdade, justiça, amizade e respeito à ecologia. Para quem não sabe, a Rua da Praia, cujo nome oficial é Rua dos Andradas, é uma das mais tradicionais e a mais antiga rua da cidade.
Já na 8ª série tive que ler “Capitães de Areia”, de Jorge Amado. Também é uma história sobre meninos de rua, mas é um livro adulto e, por isso, aborda de forma mais forte e a realista os problemas que eles enfrentam. A história se passa em Salvador nos anos 30 e, devido aos índices de problemas sociais, faz com que a narrativa seja ainda mais próxima da realidade. Sei que pode até parecer clichê, mas não consigo enxergar outra solução para os milhares de meninos da Rua da Praia e capitães de areia do nosso país, que não seja investimento em educação e políticas sociais.
Olhei para o lado e vi um menino de mais ou menos uns oito anos. Ele falou algo que eu não entendi, mas pude notar que ele estava tentando me assaltar, pois ele estava extremamente alterado e falando “grosso”. Só entendi a última frase: “Se não eu pego o seu som”. Como eu percebi que ele era desajeitado e não estava armado, eu fiz algo que sempre alertei as pessoas a não fazerem. Olhei para ele e disse: “Não!”. Ao mesmo tempo em que levantava o vidro do carro. Ele virou as costas enfurecido e acendeu um cigarro. Pode até ser um pouco sarcástico, mas foi uma cena engraçada.
Não foi a primeira vez que tive uma experiência curiosa no trânsito com um menino de rua. No início deste ano eu estava na Avenida Salim Farah Maluf, quando parei em um sinal vermelho. Um menino com aproximadamente a mesma idade do garoto de hoje, passou pelo meu carro e fez um coração com a poeira que estava no vidro. Eu achei aquilo o máximo, confesso que tive vontade de adotá-lo e levá-lo para a casa. Só que eu não tinha nenhum trocado e, quando ele me pediu dinheiro e percebeu que eu não tinha, levantou os braços como quem diz “que saco” e me deixou falando sozinha. Apesar da grosseria no final, eu achei a estratégia dele muito criativa. Aliás, essas crianças fazem malabarismos, limpam vidro, desenham corações no vidro, pois já descobriram que as pessoas não gostam de dar esmolas. É como se estivessem trabalhando e, por isso, devem receber algo em troca.
É muito triste a realidade das crianças pobres deste país. Eu nasci em uma família classe média, estudei a vida toda em escola particular, mas tive consciência desde cedo desse flagelo da sociedade. A escola que eu fiz o ensino fundamental chama-se Sévigné – uma tradicional escola de freiras que fica no centro de Porto Alegre. É um colégio diferenciado, que adota uma filosofia construtivista e trabalha com projetos.
Na 3º série tivemos que ler o livro “Os Menino da Rua da Praia”, do autor Sérgio Caparelli. Fizemos um projeto sobre o tema e, inclusive, entrevistamos os adultos na rua para saber o que eles achavam sobre o assunto. Não lembro da obra com tantos detalhes, mas trata-se de uma narrativa infanto-juvenil, que aborda a história de três meninos pobres que moram em Porto Alegre e trabalham como jornaleiros. Pesquisando na internet, posso dizer com mais propriedade que é uma história sobre liberdade, justiça, amizade e respeito à ecologia. Para quem não sabe, a Rua da Praia, cujo nome oficial é Rua dos Andradas, é uma das mais tradicionais e a mais antiga rua da cidade.
Já na 8ª série tive que ler “Capitães de Areia”, de Jorge Amado. Também é uma história sobre meninos de rua, mas é um livro adulto e, por isso, aborda de forma mais forte e a realista os problemas que eles enfrentam. A história se passa em Salvador nos anos 30 e, devido aos índices de problemas sociais, faz com que a narrativa seja ainda mais próxima da realidade. Sei que pode até parecer clichê, mas não consigo enxergar outra solução para os milhares de meninos da Rua da Praia e capitães de areia do nosso país, que não seja investimento em educação e políticas sociais.
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